PANDEMIA PROVOCA QUEDA NO SETOR GRÁFICO DO ES, MAS DEMANDA POR EMBALAGENS CRESCE

Postado em: julho 2, 2020

PANDEMIA PROVOCA QUEDA NO SETOR GRÁFICO DO ES, MAS DEMANDA POR EMBALAGENS CRESCE

Após um estudo da Federação das Indústrias do Espirito Santo (Fides) estimar que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pode provocar demissões em 62% das empresas capixabas em 2020, o setor gráfico no Espirito Santo apresentou uma queda de 61% no faturamento, segundo a vice-presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas do Espírito Santo (Siges), Lorena Depizzol.

Desse percentual, apenas 23% são empresas de embalagens, sendo o principal motivo da queda as empresas da área promocional (panfleto, cartaz, papelaria), que representam 52% das entrevistas.

Essa influência pode ser sentida em razão da pandemia de Covid-19, já que não têm pessoas entregando panfletos nas ruas. 

A estimativa é com base em uma pesquisa realizada no mês de maio com 17 empresas capixabas do setor gráfico. Além da queda no faturamento, o setor perdeu 124 postos de trabalho. 

Mesmo diante desse contexto, e com o novo coronavírus, Lorena destaca que é possível ver uma demanda maior por embalagens para delivery no Espirito Santo.

“Vemos uma demanda maior por embalagem para delivery para pequenos comerciantes, que tentam voltar ao mercado. A gente sente até no pedido de orçamento que está chegando. Essa é a maior demanda, além de plantas industriais, que não pararam. Ou seja, a gente teve a parte desse produto para delivery mais acentuada, mas a parte promocional ainda está parada”, explicou a vice-presidente do Siges. 

Diante do cenário de recessão, onde as empresas estão cada vez mais deixando de investir. No entanto, o empresário do setor gráfico João Batista Depizzol manteve os investimentos para 2020.

De acordo com ele, essa é a primeira tecnologia no Brasil em impressão digital de embalagens de papelão ondulado e colorido para pequenas e médias tiragens.

O investimento está na casa de R$ 6,3 milhões, e têm previsão de início das atividades no último trimestre do ano, o que deve gerar a partir do segundo ano 13 novos empregos diretos. 

“O projeto é viável mesmo com a pandemia, já que estudos mostram que o segmento de embalagens é uma das engrenagens que irão crescer no setor gráfico. Além disso, como já tínhamos iniciado o projeto em novembro, vimos que ainda é viável. Nós seremos a primeira indústria com impressão digital em papelão ondulado colorido. Vamos continuar com a linha em que já atuamos e investiremos em novos produtos nessa área”, contou Depizzol

Papel como diferencial 

Por outro lado, o papel, que com o avanço tecnológico perdeu espaço, pode com a pandemia se tornar o diferencial que as empresas tanto procuram.

De acordo com a vice-presidente do Siges, o olhar daqui para frente é de reinvenção, sendo que quando as empresas quiserem se diferenciar, elas vão usar o papel. 

“Enquanto todo mundo tem um site, o diferencial agora é ter o papel, e antes era o contrário. Tem um ponto que acho importante, que é a parte que saiu de uma pesquisa sobre a Covid-19, que o papel, em detrimento aos outros materiais muito lisos e por ser poroso, dificulta a transmissão do vírus”, ressaltou Lorena. 

Foto: Demanda por embalagens para delivery cresce no ES durante a pandemia — Imagem: Shutterstock / Andrew Angelov

Compartilhar este post