SETOR FLORESTAL PREVÊ INVESTIR R$ 32 BI ATÉ 2023

Postado em: outubro 7, 2019

SETOR FLORESTAL PREVÊ INVESTIR R$ 32 BI ATÉ 2023

Segundo a Ibá, que representa as empresas do ramo, nos últimos quatro anos os aportes somaram R$ 20 bi.

Por Cristiano Saia – De Brasília

A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgou em 25 de setembro que o segmento florestal deverá ampliar investimentos no Brasil. A entidade projeta que os aportes das principais empresas do ramo chegarão a R$ 32,6 bilhões até 2023, ante os cerca de R$ 20 bilhões dos últimos quatro anos.

Os investimentos envolvem a construção ou expansão de oito fábricas voltadas à produção de papel, celulose e painéis de madeira em seis Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

“Em um momento em que a maioria dos setores da economia encolheu, aportamos mais de R$ 20 bilhões no período recessivo e, daqui para a frente, vamos investir ainda mais”, afirmou o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, que desde o último mês de março preside a Ibá.

“O Brasil precisa subir o sarrafo do investimento. O país desabou tanto em investimentos privados e quanto públicos nos últimos anos”, acrescentou Hartung.

Os maiores aportes programados para os próximos anos deverão ser realizados pela Euca Energy, que planeja aplicar R$ 10 bilhões para erguer uma nova unidade de celulose em Mato Grosso, pela Klabin, que promete gastar R$ 9,1 bilhões para ampliar sua capacidade de produção de celulose de fibra longa e papel kraftliner (papel cartão) no Paraná, e pela Bracell, que tem R$ 7 bilhões programados para uma nova fábrica de celulose solúvel em São Paulo.

Mas outras empresas também planejam construir fábricas. É o caso

da Duratex, que prevê investir R$ 3,5 bilhões para produzir celulose solúvel em Minas Gerais, a Berneck, que tem planos para uma unidade de para painéis de madeira de R$ 900 milhões em Santa Catarina, e a Anin, que pretende erguer no Estado de Mato Grosso do Sul uma planta orçada em R$ 200 milhões para fabricar papel “tissue” (usado em papel higiênico, guardanapo e fraldas).

Para expandir suas capacidades, a West Rock estima investir R$ 1,3 bilhão em Santa Catarina para crescer em celulose fibra longa e papel kraftliner, e a IP planeja gastar R$ 600 milhões em Mato Grosso do Sul para avançar na área de papel para imprimir.

De acordo com Paulo Hartung, a expansão do segmento ocorre novas florestas plantadas em áreas degradadas. Conforme dados do Ibá, a área total ocupada com árvores cultivadas no país chegou a 7,8 milhões de hectares no ano passado, mesmo patamar de 2017. Desse total, 6,3 milhões de hectares são certificados.

Segundo a entidade, o potencial de vendas é grande nos mercados doméstico e externo – os embarques de produtos florestais somaram US$ 12,5 bilhões em 2018, alta de 24,1% em relação ao ano anterior. E poderá crescer com a retomada, no Congresso, de projetos de lei para permitir a aquisição de terras por empresas estrangeiras.

Texto original de: Valor Econômico

 

 


Compartilhar este post