A VACINA TRARÁ O FIM DO HOME OFFICE?

Postado em: fevereiro 9, 2021

A VACINA TRARÁ O FIM DO HOME OFFICE?

Para especialistas, o avanço da vacinação não é sinal verde para abandonar as máscaras, o distanciamento e outras medidas de segurança.

Para quem está ansioso para tomar a vacina contra o coronavírus e poder voltar à rotina normal de trabalho, é melhor ter calma. O caminho de volta ao normal de antes da pandemia deve ser demorado.

Com a vacinação apenas no início, a médica infectologista Naiane Ribeiro Lomes, consultora da Its’Seg, prevê que a retomada aos escritórios será com cautela e o fim das medidas de segurança no ambiente de trabalho ainda está longe – mesmo quando chegar a vez da população geral ser imunizada.

“Vai levar um tempo ainda. Não devemos pensar na retomada ao ambiente de trabalho dependendo exclusivamente da vacina. Enquanto a vacinação estiver em um número restrito, isso não deve fazer parte da tomada de decisão para o retorno”, explica ela.

Dessa forma, não é uma questão de tomar a primeira dose e dar adeus às máscaras e ao distanciamento. A infectologista avisa que essas e outras medidas de segurança devem ser reforçadas nesse momento.

O advogado José Carlos Wahle, sócio da área trabalhista do Veirano, explica que o que deve valer dentro das empresas ainda são as orientações e restrições por bandeiras de cada estado.

“A retomada plena de atividades ou a manutenção do distanciamento continuam seguindo as determinações estaduais. A volta do home office é impedida, na prática, pelo limite de ocupação para manter o distanciamento dentro do escritório”, explica ele.

A infectologista também lembra que, inicialmente, a vacina não vai reduzir a transmissão. “Mesmo que vacine, algumas medidas, como distanciamento e maior ventilação do ambiente, vão perdurar por muito tempo”, fala.

Demissão por justa causa

O Ministério Público do Trabalho publicou um guia técnico sobre a obrigatoriedade de vacinação, determinando que o ato é um direito-dever de empregados e empregadores. Segundo o órgão, o funcionário que se recusar a tomar vacina sem qualquer justificação médica poderá ser demitido por justa causa.

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